O presidente do Senado brasileiro, Davi Alcolumbre, disse na quarta-feira que analisaria uma contestação processual referente ao senador Flávio Bolsonaro, que registrou presença e votou em uma sessão do Senado na terça-feira enquanto estava nos Estados Unidos. Alcolumbre disse que havia recebido o pedido, mas que ainda não podia dar uma resposta definitiva.

A contestação foi apresentada por Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso. Ele perguntou se Bolsonaro havia notificado oficialmente o Senado sobre sua viagem ao exterior, conforme exigem as regras da Casa. Rodrigues também pediu que o voto de Bolsonaro na proposta de emenda à Constituição sobre Segurança Pública fosse anulado. A medida foi aprovada pelo Senado na terça-feira.

Alcolumbre disse que consultaria assessores sobre as regras do Senado e do Congresso antes de decidir como tratar o caso.

Bolsonaro viajou aos Estados Unidos na semana passada, após perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva. A reportagem original afirma que ele não havia entregado seus passaportes à Polícia Federal do Brasil, conforme determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Bolsonaro é investigado em dois casos no Supremo Tribunal Federal.

Durante a sessão de quarta-feira, Alcolumbre também criticou as alegações que contestam o resultado da eleição e a confiabilidade das urnas eletrônicas. Ele observou que as urnas foram aceitas após o primeiro turno, quando Bolsonaro ficou à frente de Lula, mas foram posteriormente questionadas após a vitória de Lula no segundo turno.

Alcolumbre também disse que o Partido Liberal conquistou as maiores bancadas tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado no primeiro turno. Ele criticou candidatos que, segundo ele, fizeram campanha atacando o Judiciário, o Poder Executivo ou o presidente do Senado. Políticos alinhados a Bolsonaro criticaram Alcolumbre por não pautar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Na quarta-feira, o Partido Liberal indicou o senador Rogério Marinho para concorrer à presidência do Senado.

Fontes: Folha Poder.