Joan Baldoví, porta-voz do Compromís no parlamento valenciano, afirmou na segunda-feira que o ministro dos Transportes, Óscar Puente, não deveria permanecer no cargo até às próximas eleições na sequência do acidente ferroviário em Urda, Toledo. O acidente provocou até à data 69 mortos.
Baldoví sublinhou que a decisão sobre a demissão ou destituição de Puente cabe ao Partido Socialista Operário Espanhol e ao primeiro-ministro Pedro Sánchez. No entanto, afirmou que o Compromís tinha deixado claro desde o início que era necessário assumir responsabilidades políticas.
O líder do Compromís apelou à realização de uma auditoria aos sistemas de segurança em toda a rede ferroviária, em vez de apenas nas linhas afetadas pelo acidente de Urda e pelo acidente de Adamuz.
Puente deverá comparecer na terça-feira perante a Deputação Permanente do Congresso. Baldoví afirmou esperar que o ministro explique como ocorreram dois acidentes ferroviários graves em menos de um ano, apresente as auditorias a realizar e aceite as responsabilidades políticas correspondentes. Acrescentou que os cidadãos precisavam de respostas depois de os incidentes terem criado uma sensação de insegurança em torno da rede ferroviária de alta velocidade.
Baldoví também acusou o Partido Popular e o Vox de hipocrisia pela decisão de se juntarem aos processos judiciais relacionados com o acidente. Comparou a sua posição atual com aquilo que descreveu como a sua resposta aos acidentes de Angrois e do Metro de Valência, bem como com o seu apoio a Mazón após a dana.
O Compromís já tinha apelado à demissão de Puente. Alberto Ibáñez, outro representante da coligação, afirmou durante o fim de semana que o ministro não era a pessoa adequada para restaurar a confiança pública no transporte ferroviário e defendeu que deveria ser substituído.
Fontes: elDiario.es.