O deputado estadual de São Paulo Emidio de Souza, do Partido dos Trabalhadores (PT), pediu ao Ministério Público estadual que investigue supostas listas de boicote contra comerciantes e profissionais identificados como apoiadores do PT. Seu pedido vem após relatos de discriminação política no estado, depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os casos citados por de Souza foram relatados em Tanabi, São José do Rio Preto, Mirassol, Votuporanga e Pirassununga. Ele também pediu ao Ministério Público que examine se houve envolvimento de agentes públicos.
Em cartas aos presidentes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), de Souza pediu uma manifestação contra ameaças de demissão, dispensas discriminatórias e recusas de contratação de pessoas por causa de suas opiniões políticas.
De Souza citou números do Ministério Público do Trabalho que mostram 3.396 denúncias de assédio eleitoral em 2026, incluindo 620 no estado de São Paulo. Os números foram registrados até o dia 29, e São Paulo liderava o total nacional naquele momento.
“O trabalhador vende sua força de trabalho, não sua liberdade de consciência”, disse de Souza. Ele acrescentou que ameaçar o emprego de alguém por causa de seu voto explora a necessidade das pessoas de trabalhar para exigir uma submissão que a lei não permite.
O deputado também pediu ao Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo que tome providências após o cardiologista Clederson Henry Dina, do Hospital Israelita Albert Einstein, publicar uma série de ataques contra apoiadores de Lula. O caso foi noticiado pelo UOL. O Einstein afirmou que declarações individuais não representam a posição da organização.
Fontes: Folha Poder.