Uma análise das políticas de apostas em 11 países constatou que as restrições não acabaram com o jogo e foram seguidas por um aumento da atividade em plataformas ilegais e pela migração de apostadores para serviços estrangeiros, segundo um estudo do Ranking dos Políticos. Entre os países analisados estão China, Estados Unidos, Índia, Suíça e Noruega. Alguns proibiram totalmente as apostas, enquanto outros impuseram limites, como restrições à publicidade.

O relatório afirma que todos os casos envolveram perda de arrecadação tributária, crescimento do mercado ilegal, transferência da atividade de apostas para o exterior e saída de capital do país.

No Brasil, o governo Lula editou uma medida provisória pouco antes de uma eleição que proibiu as empresas de apostas e lhes deu 30 dias para encerrar as operações. A medida provocou uma onda de ações judiciais. O ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux marcou uma audiência pública para terça-feira, dia 3, para discutir seus efeitos.

O estudo estima que cerca de US$ 307 bilhões saíram ilegalmente da China em um único ano para apostas no exterior. Na Indonésia, apesar da queda na atividade de apostas online, 12 milhões de pessoas depositaram dinheiro em plataformas ilegais no último ano. Na Índia, após a proibição de jogos online a dinheiro em 2025, cerca de um em cada três usuários começou a usar plataformas estrangeiras.

“A proibição reduz a oferta legal, mas não elimina a demanda, que migra para sites estrangeiros e clandestinos”, afirmou Luan Sperandio, diretor de operações do Ranking dos Políticos.

Fontes: Folha Poder.