O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, descreveu os avanços dos Democratas nas eleições de meio de mandato como uma “renovação geracional do mapa do Senado” e disse que o partido deve cumprir as prioridades que os eleitores estabeleceram para ele.
Ao falar com repórteres na quarta-feira, em frente ao Comitê de Campanha Senatorial Democrata, em Washington, Schumer disse que os eleitores não deram aos democratas uma maioria para que pudessem fazer o que quisessem, mas confiaram ao partido a tarefa de agir em nome do público.
Os democratas avançaram em estados anteriormente vencidos pelo presidente Trump, incluindo Iowa, Ohio, Carolina do Sul e Texas. Entre suas vitórias também esteve um resultado histórico no Kansas, que não elegia um democrata para o Senado havia 94 anos. Schumer atribuiu os resultados às candidaturas do partido, que adaptaram suas mensagens a cada estado.
Os democratas agora têm 54 cadeiras no Senado, contando dois independentes que formam bloco com o partido. As disputas no Alasca e no Mississippi ainda não haviam sido definidas. Schumer está prestes a se tornar líder da maioria no Senado em janeiro.
Schumer disse que os democratas buscariam reduzir o custo de vida, acabar com a guerra no Irã e investigar a Casa Branca por causa de alegações de corrupção. Ele reconheceu que alguns eleitores continuam céticos quanto ao cumprimento das promessas pelo partido e disse que os democratas trabalhariam para reduzir os custos “com o presidente ou sem ele”.
O presidente Trump disse que usaria seu poder de veto contra as prioridades legislativas dos democratas, mas também sinalizou que talvez esteja aberto a negociar com o novo Congresso controlado pelos democratas. Schumer declarou que “os dias do Senado submisso a Trump acabaram”.
Fontes: NPR Politics.
