Quarenta das 94 cadeiras da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) serão ocupadas por novos parlamentares no mandato de 2027–2031. Deputados esperam que a renovação traga disputas ideológicas mais polarizadas, lembrando as tensões no início da legislatura de 2019–2023, quando vários parlamentares alinhados a Jair Bolsonaro entraram na assembleia após a eleição de 2018.
Paulo Fiorilo, deputado do Partido dos Trabalhadores (PT) reeleito para um terceiro mandato, disse que a assembleia poderá ver uma repetição daquele período, quando nomes como Janaína Paschoal, Gil Diniz e Douglas Garcia se juntaram ao PSL. Fiorilo afirmou que os parlamentares poderão usar o plenário para manter os confrontos e que será importante que o próximo presidente da assembleia faça cumprir seu regimento.
Entre os que devem entrar em conflito estão os parlamentares do PL Eduarda Campopiano e Thomaz Henrique, além de Douglas Garcia, agora no União Brasil, e os deputados de esquerda Sofia Favero, do Psol, Leonardo Grandini, do PT, e Débora Camilo, do Psol. Grandini e Henrique trocaram agressões físicas e verbais durante uma transmissão ao vivo na campanha.
Grandini disse que espera que a Alesp fique mais barulhenta, chamando isso de uma oportunidade para contestar o que descreveu como contradições entre parlamentares como Campopiano e Garcia e para se opor ao governador Tarcísio de Freitas. Campopiano disse que o debate ideológico é de grande interesse para os eleitores e o descreveu como inevitável. Ela também afirmou que parlamentares de esquerda já haviam apresentado várias ações judiciais e denúncias contra ela e outros deputados de direita, embora o novo mandato e os confrontos diretos ainda não tivessem começado.
Fontes: Folha Poder.