Fernanda Bolsonaro acompanhou o marido, o senador Flávio Bolsonaro, e as duas filhas do casal a Miami, onde a família chegou na quarta-feira, dia 28. Flávio deixou o Brasil depois de perder a eleição para o presidente Lula, segundo a reportagem.
Fernanda, de 46 anos, é dentista especializada em ortodontia e ortopedia facial. Também serviu por oito anos como tenente da Força Aérea. Casada com Flávio desde 2010, ela havia ficado em grande parte afastada da vida pública antes de ele anunciar sua candidatura presidencial em dezembro de 2025.
Durante a campanha, ela apareceu ao lado dele em grandes eventos, incluindo encontros partidários, debates e comícios. Em um evento de 7 de setembro na Avenida Paulista, em São Paulo, fez um breve discurso, citando a Bíblia antes de passar o microfone ao marido. Em um comício anterior no Rio de Janeiro, escreveu “O Brasil vai vencer” nas costas da camisa dele.
Fernanda tornou-se uma parte importante do esforço da campanha para retratar Flávio como mais moderado do que seu pai, Jair Bolsonaro. Em um vídeo de campanha voltado às mulheres, ela descreveu o marido como paciente, preparado e aberto ao diálogo, e disse que ajudou a transformá-lo e a “reeducá-lo”. A reportagem observa que essa mensagem contrasta com a redação de uma carta que Flávio divulgou nos Estados Unidos, na qual se recusou a aceitar a derrota e, em versões iniciais, descreveu a si mesmo como presidente.
Sua visibilidade também aumentou em meio a uma disputa entre Flávio e Michelle Bolsonaro, esposa de Jair Bolsonaro. Depois que Michelle disse que o enteado a havia maltratado, Fernanda respondeu nas redes sociais que considerava o marido respeitoso, carinhoso e dedicado às filhas deles.
Fernanda já falou sobre o papel da fé na família. Ela ajudou Flávio, que era batista, a se converter ao catolicismo para que pudessem se casar em uma capela católica. Ambos também foram batizados em 2024 na Comunidade das Nações, uma igreja sediada em Brasília. Em vídeos de campanha, Fernanda descreveu a participação da família na eleição como “uma missão de Deus”.
A reportagem também retoma o envolvimento do casal no caso da “rachadinha”, que trata do suposto desvio de recursos dos salários de funcionários do gabinete de Flávio. Promotores do Rio de Janeiro acusaram Fernanda e o marido em 2020, citando um depósito de Fabrício Queiroz pouco antes de o casal pagar a entrada de um apartamento, além de outras transferências. Os promotores alegaram que Flávio lavou R$ 638 mil por meio de transações imobiliárias, com Fernanda listada como coproprietária. O caso foi arquivado depois que provas foram anuladas pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil. A assessoria de imprensa de Flávio afirmou que as acusações eram infundadas e não foram acolhidas pelos tribunais por falta de provas.
Fontes: Folha Poder.