Os democratas progressistas atraíram atenção durante a campanha das eleições de meio de mandato, mas os moderados abriram boa parte do caminho para a vitória esmagadora do partido, segundo o artigo. Eles venceram em estados inclinados aos republicanos e em distritos competitivos, apresentando-se como capazes de governar e oferecendo uma alternativa prática ao presidente Trump.
As vitórias deram ao provável presidente da Câmara, Hakeem Jeffries, e ao futuro líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, maiorias com legisladores mais pragmáticos. Muitos fizeram campanha prometendo reduzir os custos, melhorar os serviços de saúde e restaurar a confiança no governo, em vez de prometer as amplas transformações defendidas pelos liberais em ascensão no partido.
A maior presença de moderados poderia dar a Jeffries mais apoio para uma agenda voltada a aliviar as dificuldades econômicas e obter conquistas legislativas viáveis. Também poderia gerar tensões com os progressistas, que ajudaram a mobilizar a base do partido e esperam ver suas prioridades refletidas nos planos da nova maioria.
Elaine Luria, uma democrata que recuperou uma cadeira na Câmara pela Virgínia, perdida quatro anos antes, disse que os moderados em distritos competitivos haviam virado a Câmara e colocado o presidente e os presidentes das comissões em seus cargos.
A crescente influência também se refletiu nos grupos de centro no Capitólio. A Blue Dog Coalition anunciou na quarta-feira que havia acrescentado pelo menos 14 integrantes, quase dobrando de tamanho. Os grupos New Democrats e Problem Solvers também aumentaram substancialmente seus números.
Fontes: The New York Times Politics.
