Caroline Voaden diz que Nigel Farage a agarrou pelo braço e a empurrou para o lado enquanto tentava juntar-se à procissão para a Câmara dos Lordes no dia do Discurso do Rei. A deputada liberal-democrata por South Devon relatou agora a sua versão dos acontecimentos, depois de Farage se ter referido ao incidente como uma “altercação física” numa conferência de imprensa, quase seis meses mais tarde.

Voaden disse que deputados de todos os partidos encabeçam a procissão, mas Farage não tinha chegado a tempo ao seu lugar e estava atrás dos outros deputados. Quando pediu para passar num lanço de escadas, ela disse-lhe que esperasse pela sua vez. Segundo Voaden, ele agarrou-lhe então o braço e empurrou-a para o lado. Um colega, que pensou que ela poderia cair, interveio e falou com Farage sobre o seu comportamento.

Voaden disse que comunicou o incidente às autoridades parlamentares, que pediram a Farage que pedisse desculpa por escrito. Segundo ela, não houve pedido de desculpas, e Voaden optou por não falar publicamente do assunto na altura. Rejeitou uma alegação posterior, feita por uma fonte do Reform UK, de que o incidente teria sido provocado por deputados liberal-democratas “agressivos”.

No seu relato, Voaden questionou por que motivo Farage mencionou o episódio ao explicar a sua ausência da Câmara dos Comuns durante o debate orçamental. Argumentou que o incidente refletia aquilo que considera ser o desrespeito do Reform UK pelo parlamento e pelas suas tradições. Estas são críticas de Voaden, expressas num artigo de opinião.

Voaden também mencionou o registo de presenças de Farage no parlamento e disse que ele tinha perguntado a um colega como funcionavam as perguntas sobre os assuntos em debate. Com base na sua experiência no Parlamento Europeu, disse que ele participou numa de 42 reuniões sobre pescas, apesar de ter sido escolhido para representar a indústria pesqueira do Reino Unido.

Questionada sobre se Farage teria agido da mesma forma se ela fosse homem, Voaden disse que achava improvável. Descreveu o comportamento dele como grosseiro e disse que a sugestão de que ele tinha evitado o debate orçamental para impedir outra altercação era “simplesmente ridícula”.

Fontes: The Guardian Politics.