Chris Philp usou a sua resposta na Câmara dos Comuns para criticar duramente as mudanças propostas por Shabana Mahmood para a autorização indefinida de permanência (ILR), argumentando que a secretária do Interior tinha prejudicado a sua credibilidade com uma declaração de 12 minutos. Os seus comentários foram alvo de críticas devido ao historial do anterior governo conservador em matéria de imigração e controlo fronteiriço.

As propostas de Mahmood reafirmaram em grande medida os planos anteriores, incorporando simultaneamente concessões a Andy Burnham, Angela Rayner e aos deputados trabalhistas sem cargo ministerial. Os trabalhadores do setor dos cuidados que entraram no Reino Unido antes de março de 2025 teriam uma via de cinco anos para a regularização, enquanto os que chegassem depois dessa data enfrentariam um processo de 10 anos.

Os planos incluem também novas vias seguras para refugiados e uma espera de 30 anos para as pessoas que entraram ilegalmente no país. Os candidatos continuariam sujeitos a condições que incluem conhecimentos da língua inglesa, contribuições para o Seguro Nacional e um registo criminal limpo.

Burnham esteve ausente da Câmara dos Comuns durante a declaração de Mahmood, mas mais tarde emitiu uma mensagem de apoio a um sistema de imigração baseado no controlo, na contribuição e em recompensas para quem cumpre as regras. Anteriormente, o porta-voz do primeiro-ministro tinha recusado manifestar um apoio inequívoco às propostas da secretária do Interior.

As medidas provocaram queixas de deputados trabalhistas, que questionaram a sua justiça para com os imigrantes e se opuseram ao efeito retroativo de algumas disposições. Mahmood não ofereceu novas concessões durante o debate.

O deputado conservador Edward Leigh também criticou o historial do anterior governo conservador, afirmando que aqueles que tinham trabalhado no Ministério do Interior deveriam assumir a responsabilidade pelos seus fracassos. Philp tinha anteriormente exercido funções como ministro do Ministério do Interior.

O debate ocorreu enquanto Nigel Farage e Zia Yusuf criticavam a abordagem do governo pela direita, argumentando que era demasiado branda em matéria de imigração. A posição declarada por ambos era que os imigrantes deveriam ser deportados.

Fontes: The Guardian Politics.