Nigel Farage compareceu à Sessão de Perguntas ao Primeiro-Ministro em Westminster na quarta-feira, uma ocorrência rara que chamou a atenção em meio a um ciclo de notícias lento dominado pelos resultados das eleições intermediárias dos EUA. Apesar do Reform UK sofrer declínios significativos nas pesquisas recentes, Farage continua a se ver como a oposição oficial e já expressou anteriormente ofensa por não ter sido concedido seis perguntas semanais. No entanto, nesta ocasião, ele estaria satisfeito em não receber nenhuma, evitando o que teria sido um confronto constrangedor após sua previsão política errônea.

Na noite de terça-feira, durante seu programa na GB News, Farage afirmara com confiança que os analistas americanos estavam incorretos em suas projeções. Desprezando o "consenso liberal", ele argumentou que Os Republicanos estavam destinados ao sucesso dada a presidência de Donald Trump e o apoio de mais de 400 milhões de dólares de Elon Musk. O resultado provou o contrário, pois os eleitores rejeitaram Trump após ele não cumprir promessas sobre guerras estrangeiras e contas de energia, tendo anteriormente sugerido que fingissem que ele estava na cédula.

Farage emergiu como um dos últimos verdadeiros crentes na viabilidade política de Trump no Reino Unido, com seu julgamento cada vez mais questionado à medida que o legado de Trump desmoronava. O artigo observa que até mesmo o Partido Conservador reconheceu a toxicidade de uma associação próxima com Trump. A Chanceler Sombra Kemi Badenoch e sua sombra do gabinete foram observadas excluindo postagens nas redes sociais elogiando Trump, um contraste marcante com sua postura anterior, onde o haviam rotulado como um passivo apenas após sua derrota eleitoral.

Se Farage tivesse sido chamado para falar durante a Sessão de Perguntas ao Primeiro-Ministro, a atmosfera provavelmente teria sido hostil, particularmente por parte dos deputados conservadores que anteriormente elogiaram Trump. O potencial de escárnio era alto, pois qualquer pergunta feita pelo líder do Reform teria destacado uma das piores previsões eleitorais da história recente, marcando um momento de adulação entre duas figuras políticas em declínio.

Na câmara, a sessão apresentou uma batalha entre as deputadas Louise Haigh e Alex Burghart. Haigh fez sua estreia no horário nobre, substituindo Andy Burnham, que estava participando da cúpula dos chefes de governo da Commonwealth em Antígua e Barbuda. Sua presença foi notada em parte para destacar a ausência de Badenoch, que recentemente enfrentou críticas por lapsos de memória, incluindo confusão sobre uma conferência de imprensa em um navio de guerra descomissionado e os planos de viagem do Primeiro-Ministro.

As trocas entre Haigh e Burghart foram descritas como esquecíveis, com nenhuma delas cometendo erros significativos, mas também falhando em entregar performances impressionantes. Burghart, caracterizado como acadêmico em vez de showman, leu perguntas preparadas sem se adaptar a saber se haviam sido respondidas. Suas tentativas de humor não funcionaram, e sua observação final questionando por que o Labour não "saiu do caminho" foi considerada ineficaz dada a própria culpa do Partido Conservador no estado atual do país.

Louise Haigh também recorreu a respostas roteirizadas e frases para pontuar. Quando questionada sobre a conta de bem-estar, ela insistiu que tudo estava sob controle sem fornecer detalhes claros sobre como o Labour planejava reduzir os custos. A sessão foi em grande parte livre de incidentes, exceto por um gritador conservador que foi repreendido pelo Presidente por abafar uma mulher.

Daisy Cooper, falando pelos Liberais Democratas, celebrou a vitória democrata nos EUA e questionou se o governo poderia ajudar a liberar os arquivos restantes de Epstein e colocar o presidente novamente em julgamento. Haigh respondeu com contenção diplomática, expressando satisfação com o resultado, mas permanecendo não comprometida quanto à intervenção britânica. Enquanto isso, Farage foi observado olhando para o horizonte, parecendo temer o fim dos dias após suas previsões falhadas.

Fontes: The Guardian Politics.